A Fibromialgia é uma síndrome crônica de dor generalizada caracterizada por sensibilidade aumentada em diferentes áreas do corpo, acompanhada de fadiga, distúrbios do sono, alterações de memória e humor. Não se trata de uma doença inflamatória, mas sim de uma disfunção na forma como o sistema nervoso processa os estímulos dolorosos, conhecida como sensibilização central.
Os principais sintomas incluem dor difusa, cansaço constante, insônia, sono não reparador, dificuldade de concentração (chamada de “névoa mental” ou fibrofog), além de hipersensibilidade ao toque. É comum que o paciente apresente flutuação dos sintomas, com períodos de melhora e piora, geralmente desencadeados por estresse, frio, falta de sono ou esforço físico excessivo.
A origem exata da Fibromialgia ainda não é totalmente compreendida, mas sabe-se que envolve alterações nos neurotransmissores da dor (como serotonina e noradrenalina), além de fatores genéticos, traumas físicos ou emocionais, distúrbios hormonais, entre outras causas. A doença é mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos e pode coexistir com outras condições, como enxaqueca, síndrome do intestino irritável e ansiedade.
O diagnóstico é clínico, feito pelo reumatologista, com base na história dos sintomas e na presença de dor generalizada por mais de três meses, associada à hipersensibilidade em pontos específicos do corpo. Exames laboratoriais e de imagem são utilizados apenas para excluir outras doenças com sintomas semelhantes, como artrites ou hipotireoidismo.
O tratamento é multidisciplinar e combina educação do paciente, atividade física regular, fisioterapia, terapia cognitivo-comportamental e uso de medicações que modulam a percepção da dor, como antidepressivos e anticonvulsivantes.
O exercício físico supervisionado, especialmente atividades aeróbicas leves, alongamentos e fortalecimento muscular progressivo, é considerado um dos pilares fundamentais no controle da Fibromialgia, ajudando a reduzir a dor e melhorar o condicionamento e o humor. Da mesma forma, o acompanhamento psicológico, com foco no manejo emocional e no enfrentamento da dor crônica, potencializa os efeitos do tratamento medicamentoso e melhora a qualidade de vida.
O acompanhamento regular com um reumatologista é fundamental para monitorar a a doença e ajustar o tratamento conforme necessário. É importante que os pacientes sejam proativos em relação ao seu próprio cuidado, seguindo as orientações médicas, tomando os medicamentos conforme prescritos e adotando um estilo de vida saudável.
Em resumo, a Fibromialgia é uma condição crônica, mas tratável. O envolvimento ativo do paciente — por meio de hábitos saudáveis, exercícios e manejo do estresse — é o principal fator para o sucesso do tratamento.

Reumatologista
CRM/PR 35002 – RQE 28931
Agendar consulta